sábado, 21 de agosto de 2010

Os ISMOS de hoje.


Os ISMOS de hoje.

1P3,15
Antes santificai em vossos corações a Cristo como Senhor; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós;
Nós, devemos ser preparados, para termos uma consciência esclarecida, e esclarecedora às pessoas que a nós se achegarem, com um intuito crítico, de razão e de fé, de modo, que possamos discutir, fé e vida, em tamanho adulto”Fidei et ractio”.

Atualmente, estamos vivendo uma crise, alienante, dos “ISMOS”.

Racionalismo:
O racionalista, reduz a fé em nada; prove que existe!
Para que exista determinada coisa, o resultado da ação de existir, tem que ser palpado; ou seja, a cientificismo.
Há a necessidade de se provar a minha super potência, o meu super ego, tentando ser super-criador, semi-deus, o que será de nós e dos nossos, no mundo que está por vir, de possíveis conseqüências, laranja sem semente, soja transgênica etc, clonagem humana etc.

Individualismo:
Estamos muito competitivos, só o eu que interessa, ser auto-suficiente, o tu fica sempre para segundo plano; queremos viver intensamente o agora, o imediatismo, com o máximo de curtição, sem se preocupar com as conseqüências para o outro, ele que se vire, e sempre sobra para o lado mais fraco, “elas”; e o Eu se aplica em todo seguimento, no trabalho, no ter, o ser fica para segundo plano, basta que eu tenha o máximo, de posses, mas nunca pensando no seu próprio ser melhor, e sim o que seja melhor para o seu benefício, eu sou eu “Ego sunt” o resto é resto.

Edonismo:
Faço o que eu gosto, sem limite de conseqüências, basta o meu prazer, o prazer do outro não me interessa, dane-se, desculpem-me pensei alto, para não falar palavrão.

Consumismo:
Valho, aos outros, pelo poder que tenho de ser consumista, tenho que mostrar, várias etiquetas, de preferência dos “States”, sou uma verdadeira vitrine ambulante, garoto propaganda, tenho que vestir os melhores tênis, as melhores calças de grife shoppings, tenho que exibir o meu celular e me sinto usado pelas megas companhias, a cada seis meses a exibir um outro celular para estar na moda, mesmo não tendo condições financeiras para tal; ainda que eu coloque a minha família em segundo plano na ajuda familiar, ainda forço os outros a me darem o pouco que têm, aonde vamos, que necessidade é essa de não ser eu mesmo!

Fundamentalismo:
Vemos na atualidade, o culto à letra, como diria na brincadeira, um alemão querendo falar português, ao pé da letra, chutando-a, achando-a, ser uma bola.

Fanatismo:
Em tudo, devemos ser comedido, até nós católicos, se não fizermos com moderação as nossas devoções, corremos o risco de sermos fanáticos; vemos nas falas das pessoas tanto nome e ações do demônio, que passa a ocupar o lugar de Jesus; usa-se mais o nome do “demo” do que Jesus, ficando em segundo plano; e quer fazer a toda prova que Jesus a todo instante, tire água de suas pedras, corre-se o risco de fazer de Jesus um “super mágico”e mágico é magia.


Clericalismo:
Tirania do sacramento da ordem. Nós batizados, cristãos, assim devemos ser chamados; e não nos enfraquecermos, rotulando-nos de leigos; a partir de quando nos identificamos como leigos, nós nos distanciamos do clero, fortalecendo-o cada vez mais, o ser Igreja hoje, somos todos nós, já foi o tempo em que o padre dizia “eu sou a Igreja”. Igreja somos todos nós, juntos celebramos, o padre não tem um “condão”para fazer acontecer sozinho as coisas, nós cristãos, juntos fazemos acontecer.

Espiritualismo:
Nós cristãos católicos, devemos nos tornar, adultos na fé, e para isso, basta que busquemos fontes abundantes, que nos possibilitem um aprofundamento, para entendermos na razão que venha iluminar a nossa fé, e que da razão, com equilíbrio e entendimento, possamos discutir, compreender a alteridade, mesmo que tenhamos pontos diferentes; pois somos um, e em nenhum outro se acha a sua igualdade.
Saibamos aceitar, e respeitar as diferenças; somente assim, com certeza, estaremos crescendo como verdadeiro cristão.

Fideísmo:
Ficamos alienados, escravizando, prendendo a Deus em nossa volta; colocando em seus ombros, todas as nossas responsabilidades, e querendo que Ele seja o responsável, a dar solução de tudo para nós, fazedor de coisas, nosso escravo, isso não é libertação.
Deus nos libertou, através do seu Filho, e nós queremos a todo custo, colocar a culpa Nele, por tudo que acontece de nossos fracassos; nos esquecemos, que com certeza, as ações através do Espírito Santo, são movidas, mas esquecemos que para que isto aconteça, devemos estar atentos às oportunidades que Ele nos promove.

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